Seis pessoas perderam a vida em um ataque realizado pelo exército dos EUA contra uma embarcação suspeita de envolvimento com tráfico de drogas no leste do Oceano Pacífico. As informações foram divulgadas neste domingo (8), mas não há detalhes sobre a localização do ataque ou a identidade dos tripulantes.
Com este ataque, o total de mortos desde o início de setembro, sob o governo de Donald Trump, chega a pelo menos 157, em uma série de operações contra embarcações que o governo classifica como ligadas a "narcoterroristas". A campanha já contabiliza mais de 40 ataques no Pacífico Oriental e no Caribe.
Embora o Comando Sul dos EUA não tenha apresentado evidências concretas, afirmou que o alvo eram supostos traficantes em rotas conhecidas de contrabando. Trump declarou que os Estados Unidos estão em "conflito armado" com cartéis na América Latina, considerando os ataques uma medida necessária para conter o fluxo de drogas.
Em um encontro com líderes latino-americanos no sábado (7), Trump incentivou a colaboração militar contra cartéis de drogas, que ele descreveu como uma "ameaça inaceitável" à segurança nacional do hemisfério. Durante a reunião, foi anunciada a formação de uma coalizão militar contra esses grupos.
Entre os líderes presentes estavam o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado para o encontro.
Na semana anterior, operações militares conjuntas entre Equador e Estados Unidos foram realizadas contra grupos do crime organizado no Equador. A reunião de sábado também visou reafirmar o compromisso dos EUA com a política externa no Hemisfério Ocidental, mesmo diante de desafios no Oriente Médio.
Críticos levantam questões sobre a legalidade e a eficácia dos ataques, uma vez que o fentanil, responsável por muitas overdoses nos EUA, é frequentemente produzido no México com substâncias químicas importadas da China e da Índia. Além disso, houve controvérsias relacionadas a um ataque anterior, onde militares americanos teriam matado sobreviventes de um primeiro bombardeio.
Enquanto o governo Trump e parlamentares republicanos defendem a legalidade das ações, legisladores democratas e grupos de direitos humanos argumentam que as mortes podem ser consideradas assassinato ou crime de guerra.