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Ataque do Irã a base militar gera alerta na Europa

Um ataque com mísseis do Irã contra a base de Diego Garcia no Oceano Índico levanta preocupações na Europa, evidenciando a capacidade de alcance de 4 mil km dos armamentos iranianos.
Foto: Metropoles

Recentemente, um ataque com mísseis do Irã direcionado a uma base militar no Oceano Índico provocou alarme em países europeus. A ação, que atingiu a ilha de Diego Garcia, demonstrou a capacidade de alcance dos mísseis iranianos, que podem chegar a até 4 mil quilômetros, colocando grandes cidades da Europa em potencial risco.

De acordo com informações oficiais, dois mísseis balísticos foram lançados na noite de sexta-feira. Um deles falhou durante o percurso, enquanto o outro foi interceptado por sistemas de defesa dos Estados Unidos, evitando danos à base, que é compartilhada com o Reino Unido. Embora o ataque não tenha causado destruição, foi visto como uma demonstração de força por parte de Teerã.

A agência iraniana Mehr News Agency descreveu o ataque como um 'passo significativo', ressaltando que o alcance dos mísseis do país supera as estimativas anteriores. No contexto de escalada do conflito, o ministro da Defesa de Israel anunciou que os ataques contra o Irã serão intensificados, visando eliminar lideranças iranianas e enfraquecer suas capacidades estratégicas, com apoio dos Estados Unidos.

Apesar do tom agressivo, o presidente dos EUA indicou a possibilidade de reduzir as ofensivas, afirmando que o país está 'perto de atingir seus objetivos'. Ele também estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Irã libere a passagem do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o petróleo mundial. Em resposta, o Irã ameaçou fechar completamente o Estreito caso os EUA atacassem suas usinas de energia.

A distância entre o Irã e a base de Diego Garcia, de cerca de 4 mil quilômetros, chamou a atenção de militares ocidentais, pois coloca diversas capitais europeias, como Paris e Londres, dentro do alcance de armamentos semelhantes. No entanto, autoridades britânicas minimizaram o risco imediato, com a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido classificando a ação como 'ameaças imprudentes', sem evidências concretas de um ataque iminente ao continente.

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