Um ataque ao aeroporto internacional de Riad, na Arábia Saudita, resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 309 feridas. Este incidente é considerado o mais letal em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irã.
Os houthis, um grupo aliado do Irã, foram apontados como responsáveis pelo ataque, embora ainda não tenham se manifestado sobre o ocorrido. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen, denunciou o ataque como um "crime de guerra" e prometeu uma resposta firme.
O ataque ocorreu logo após a coalizão anunciar uma "operação em grande escala" contra os houthis. O porta-voz da coalizão, Turki al-Maliki, informou que 136 alvos militares dos houthis foram destruídos e que a operação visa desmantelar a rede de mísseis balísticos do grupo.
Na tarde de sábado, um míssil dos houthis atingiu o aeroporto de Riad, conforme relatado por uma fonte diplomática. O ataque foi classificado como um ataque a um alvo civil, e as operações no aeroporto foram temporariamente suspensas para avaliação de danos e segurança.
Após o ataque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a possibilidade de se unir à coalizão saudita contra os houthis, afirmando que uma decisão seria tomada rapidamente.
Diversas entidades internacionais condenaram o ataque. O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, pediu o fim dos ataques, enquanto o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reforçou a condenação aos ataques contra civis.
A Liga Árabe também classificou os ataques a instalações civis como uma violação do direito internacional, destacando o risco à vida de passageiros e funcionários.
O ataque ocorreu em um contexto de avanços militares dos houthis no oeste do Iêmen, onde controlam áreas estratégicas. A trégua acordada em 2022 entrou em colapso em julho, quando os houthis desafiaram o controle saudita sobre o espaço aéreo iemenita.
Os houthis fazem parte de um eixo de resistência apoiado pelo Irã, que inclui grupos como o Hamas e o Hezbollah. Entre 2023 e 2025, eles atacaram navios comerciais no golfo de Áden e no Mar Vermelho em apoio ao Hamas na guerra contra Israel.
Fonte: Noticiasaominuto