Um ataque aéreo realizado por Israel nesta terça-feira resultou na morte de Izz al-Din Al-Beik, chefe do braço armado do Hamas no norte de Gaza. Autoridades de ambos os lados confirmaram o incidente, destacando que Al-Beik foi um dos líderes do ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início ao atual conflito na região.
De acordo com o governo israelense, Al-Beik estava envolvido no planejamento de ataques e no recrutamento de combatentes. O ataque ocorreu em um edifício residencial no bairro de Nasr, na Cidade de Gaza, e resultou na morte de uma segunda pessoa devido aos ferimentos.
Mais tarde, um novo ataque aéreo israelense próximo a uma clínica médica no campo de refugiados de Jabalia deixou mais uma vítima fatal, elevando o total de mortos do dia para pelo menos três, conforme relataram socorristas.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o país continuará a perseguir líderes do Hamas fora de Gaza, afirmando que 'nenhum desses assassinos desprezíveis, que desempenharam um papel central no massacre de 7 de outubro, deveria morrer tranquilamente em sua cama'.
As Forças Armadas israelenses afirmam ter eliminado pelo menos 20 membros do Hamas neste mês, incluindo comandantes de alto escalão e indivíduos envolvidos nos ataques de outubro. O Hamas, por sua vez, nega estar tentando realizar novos ataques ou reconstruir seu arsenal, acusando Israel de comprometer o acordo de paz para Gaza.
Em um evento separado, palestinos no campo de refugiados de Nuseirat realizaram um funeral coletivo para 41 pessoas que foram mortas por disparos israelenses há quase três anos. Os corpos foram recentemente recuperados dos escombros, e centenas de pessoas se reuniram para prestar homenagem.
As autoridades palestinas estimam que mais de 8.000 corpos ainda estejam soterrados sob os escombros. Uma equipe de resgate encontrou os restos mortais de 112 pessoas do mesmo clã na Cidade de Gaza, enfrentando dificuldades para identificá-los devido à condição dos corpos.
Apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA no ano passado, pouco progresso foi feito na reconstrução do território, com negociadores incapazes de chegar a um acordo sobre o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses. Desde o cessar-fogo, pelo menos 1.400 palestinos foram mortos em Gaza, enquanto Israel relatou a morte de quatro soldados.
Fonte: Noticiasaominuto