O governo argentino, liderado por Javier Milei, manifestou a possibilidade de enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos em um eventual conflito com o Irã, caso haja um pedido formal do governo Trump. A declaração foi feita pelo porta-voz da presidência, Javier Lanari, ao jornal El Mundo.
Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer tipo de ajuda que considerarem necessária será fornecida — afirmou Lanari.

Embora ainda não tenha havido um pedido oficial de Washington, essa postura indica que Milei dificilmente negaria apoio a Trump, especialmente considerando o alinhamento do governo argentino com os EUA e Israel.
Recentemente, a Argentina formalizou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo o exemplo dos EUA, e reafirmou sua classificação do Irã como "inimigo".
Durante uma cerimônia em homenagem ao 34º aniversário do atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires, Milei reiterou seu compromisso:
A Argentina combate o terrorismo e defende a liberdade. Israel é um aliado estratégico do nosso país.
A comunidade judaica na Argentina é a maior da América Latina, com cerca de 300 mil pessoas.
As relações entre Buenos Aires e Teerã são historicamente tensas. Em 1994, um atentado contra a associação judaica AMIA resultou em 85 mortes, com a Justiça argentina atribuindo a responsabilidade ao Irã, que nega qualquer envolvimento.
Após as declarações de Milei, a tensão aumentou. O jornal Tehran Times, ligado ao regime iraniano, acusou a Argentina de se alinhar aos EUA e Israel, afirmando que essa postura "cruza uma linha vermelha imperdoável" e sugerindo que o Irã deve dar uma "resposta proporcional".