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Argentina formaliza saída da OMS sob governo de Javier Milei

A Argentina não faz mais parte da OMS desde 17 de outubro, conforme confirmado pelo ministro das Relações Exteriores. A decisão, anunciada em fevereiro, gera preocupações sobre o acesso a vacinas e medicamentos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Argentina oficializou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 17 de outubro, conforme anunciado pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno. A decisão já havia sido divulgada em fevereiro de 2025, após a retirada dos Estados Unidos da organização.

O governo de Javier Milei justificou essa ação com críticas à gestão da OMS durante a pandemia de Covid-19, alegando que a organização carece de independência. Especialistas alertam que essa decisão pode resultar em dificuldades no acesso a medicamentos e vacinas, além de isolamento no cenário científico internacional.

A saída da OMS pode acarretar custos mais altos para vacinas e tratamentos, aumentando a vulnerabilidade do país em crises de saúde. Quirno afirmou que a Argentina buscará manter a cooperação internacional em saúde por meio de acordos bilaterais, priorizando a soberania nas políticas de saúde.

Javier Milei, que já criticava as diretrizes da OMS antes de assumir a presidência, viu a saída como uma defesa da soberania nacional. O grupo político A Liberdade Avança argumentou que a OMS falhou em seu papel durante a pandemia, implementando políticas que comprometeram a autonomia do país.

Em junho de 2024, a Argentina começou a sinalizar sua retirada ao não aderir a um tratado pandêmico da OMS, afirmando que não aceitaria acordos que pudessem afetar sua soberania. Um relatório do Conicet, principal órgão de pesquisa científica do país, indica que essa decisão pode isolar a Argentina da comunidade científica.

A OMS, fundada em 1948 e com sede em Genebra, coordena esforços internacionais em saúde pública e conta com 194 países membros. A postura da Argentina reflete a decisão dos Estados Unidos de deixar a organização, embora o país sul-americano dependa mais da colaboração internacional para seus programas de saúde.

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