O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido selecionado pela Fifa para apitar na Copa do Mundo, foi barrado nos Estados Unidos e não poderá participar do torneio. A decisão da Fifa de cortá-lo do quadro de arbitragem ocorreu após sua entrada ser negada no Aeroporto Internacional de Miami.
Artan, considerado um dos principais árbitros da África e eleito o melhor árbitro masculino do continente em 2025, estava prestes a fazer história como o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo. Sua inclusão na lista final da Fifa, divulgada dois meses atrás, gerou grande expectativa.
No entanto, ao chegar a Miami, Artan foi submetido a um longo interrogatório de 11 horas por agentes de fronteira, que questionaram sua viagem e a situação política na Somália, incluindo a atuação do grupo militante al-Shabab. Apesar de apresentar documentos da Fifa e comprovações de sua carreira, ele foi considerado inadmissível e enviado de volta a Istambul.
A Fifa, em comunicado, afirmou que não se envolve nos processos de imigração dos países-sedes e que a decisão de negar a entrada de Artan é incomum para um oficial designado pela entidade. O Ministério da Juventude e Esportes da Somália informou que sua embaixada nos EUA está trabalhando para resolver a situação, na esperança de que Artan ainda possa participar do torneio.
A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) declarou que Artan passou por uma "inspeção adicional" e que a decisão de inadmissibilidade foi baseada em preocupações de verificação. A agência ressaltou que todos os viajantes, incluindo jogadores e técnicos da Copa, estão sujeitos a esse tipo de verificação.
O árbitro expressou sua frustração com a situação, afirmando que tinha todos os documentos corretos e que a recusa pode estar relacionada a questões mais amplas sobre a Somália. Ele havia falado anteriormente sobre a honra de ser o primeiro somali a apitar uma Copa do Mundo e os desafios enfrentados em seu país.