A Justiça da Argentina confirmou a apreensão de bens da ex-presidente Cristina Kirchner, em decorrência de sua condenação por corrupção, que resultou em uma pena de seis anos de prisão. A decisão foi divulgada pelo jornal La Nación.
O tribunal manteve a determinação anterior que exige que Kirchner e outros envolvidos no caso paguem cerca de US$ 500 milhões em indenizações. A defesa da ex-presidente tentou recorrer da decisão, mas o pedido foi negado.
Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina também confirmou a condenação de 2022, que declarou a inelegibilidade de Kirchner, impedindo-a de assumir cargos públicos. O caso envolve um esquema de fraude em contratos de obras rodoviárias na Patagônia, que beneficiaram um empresário próximo ao seu governo.
Atualmente, Cristina Kirchner cumpre sua pena em prisão domiciliar em um apartamento em Buenos Aires, de onde continua a exercer influência política como líder do partido peronista Justicialista. Antes da decisão judicial, a ex-presidente transferiu parte de seus bens, incluindo hotéis e imóveis no sul do país, para seus filhos, como uma forma de antecipação de herança.