A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso de um lote falsificado do medicamento Criscy. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 15 de junho, após a agência identificar que as unidades do lote 22030133 apresentavam características diferentes das registradas no produto original.
A comunicação sobre as irregularidades foi feita pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda., responsável pelo registro do medicamento. A empresa informou à Anvisa que encontrou unidades do lote com informações incompatíveis, como datas de fabricação e validade divergentes das registradas, além de um número de lote que não corresponde a um lote existente do produto.
Com base nas informações fornecidas, a Anvisa concluiu que as unidades identificadas no mercado eram, de fato, falsificadas. A medida de apreensão e proibição se aplica a um produto atribuído a uma empresa não identificada, cujo CNPJ é desconhecido. A ação tem caráter preventivo, visando impedir que produtos sem garantia de origem e qualidade sejam utilizados por pacientes.
Medicamentos falsificados representam um risco à saúde, pois podem ter composições diferentes das declaradas, concentrações inadequadas ou até mesmo a ausência do princípio ativo. Por isso, as autoridades sanitárias recomendam que pacientes e profissionais de saúde adquiram medicamentos apenas por canais autorizados e relatem suspeitas de irregularidades aos órgãos competentes.