A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou uma previsão de aumento médio de 8% nas tarifas de energia elétrica para os consumidores brasileiros em 2026. Esse índice é superior à inflação estimada para o mesmo período.
Embora o aumento seja significativo, existe a possibilidade de uma redução de até 2,9 pontos percentuais, caso haja arrecadação adicional por meio de recursos de Uso do Bem Público (UBP).
O percentual projetado pela Aneel é quase o dobro da estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é de 3,9%.
Entre os principais fatores que pressionam as tarifas estão os encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Para 2026, a proposta orçamentária da CDE é de R$ 52,7 bilhões.
Deste total, R$ 47,8 bilhões referem-se à CDE-Uso, que teve um aumento de 15,4% em relação a 2025. Essa parte é custeada diretamente pelos consumidores através da conta de energia.
Apesar da aprovação de um limite para o crescimento dessa conta setorial no ano passado, a CDE prevista para 2026 deverá impactar as tarifas em 4,6%.
Além disso, a alta projetada leva em conta o aumento nos custos de transmissão, na compra de energia e nas chamadas receitas irrecuperáveis, que são valores incluídos na tarifa para cobrir inadimplência.
Os componentes financeiros, que incluem custos e compensações tributárias, também afetam o cálculo, representando um impacto de 3,8% no efeito tarifário médio no país.