O CEO do instituto de pesquisas AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que o receio de represálias judiciais e de enfrentar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) levou institutos a superestimarem o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026.
As declarações foram feitas em publicações na rede social X, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno, realizado no dia 25 de outubro.
Roman criticou especialmente os métodos utilizados pelos institutos Quaest e Datafolha. Segundo ele, os levantamentos utilizaram modelos equivocados de eleitor provável e não conseguiram captar o crescimento da mobilização de apoiadores de Lula na reta final da campanha.
O executivo também reconheceu falhas na metodologia da própria AtlasIntel. De acordo com Roman, a coleta de dados durante cinco dias acabou diluindo a tendência de aproximação entre os candidatos. Ele afirmou que o monitoramento mais recente do instituto apontava uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual entre Lula e Flávio, enquanto a pesquisa divulgada anteriormente indicava uma distância de 1,6 ponto.
Roman também elogiou o instituto Futura, afirmando que a empresa demonstrou mais coragem do que AtlasIntel, Quaest e Datafolha juntas na condução dos levantamentos.
Além das críticas aos institutos, o CEO defendeu mudanças no Judiciário brasileiro, com uma reforma e a despolitização da Justiça. Também mencionou o impeachment de ministros, relacionando suas declarações ao ambiente de pressão política e judicial sobre as pesquisas eleitorais.
A declaração reacende o debate sobre a precisão das pesquisas eleitorais e os métodos utilizados para medir a intenção de voto dos brasileiros.
Fonte: Polêmica Paraíba