Search

Análise do GPS Partidário: Novo e PSTU nas Extremidades do Espectro Político

O Novo é identificado como o partido mais à direita, enquanto o PSTU ocupa a posição mais à esquerda, segundo a análise do GPS Partidário, que avalia o comportamento dos deputados.
Foto: partidos

O Novo se mantém como o partido mais à direita, enquanto o PSTU é considerado o mais à esquerda, conforme o GPS Partidário, uma métrica que classifica as siglas do espectro político. A análise foi atualizada com dados de 2026 e leva em conta o comportamento recente dos deputados, utilizando cinco indicadores: votações na Câmara, formação de frentes parlamentares, migração de partidos, coligações e doações de campanha.

O sistema partidário brasileiro é notoriamente fragmentado, o que torna desafiador determinar a posição de cada sigla. O GPS analisa dados públicos dos candidatos, provenientes do TSE e da Câmara, para refletir como os partidos se comportam na prática. A pesquisa abrangeu 1.097 votações, 320 frentes parlamentares, 11,2 mil trocas de sigla, 15,6 mil coligações e 1,1 milhão de doadores, cobrindo 29 das 30 siglas existentes.

O PCO é o único partido que não foi incluído na análise, pois não elegeu deputados e não atingiu os critérios mínimos de participação. A nova régua de 2026 apresenta os partidos organizados em blocos de esquerda, centro e direita, com as fronteiras definidas por estudos acadêmicos sobre ideologia.

O GPS não utiliza os termos extrema direita ou extrema esquerda, focando na proximidade entre os partidos, ao invés de suas táticas. A régua final é uma média das cinco métricas, considerando a posição de cada partido em relação aos demais.

A primeira métrica analisa como os parlamentares votaram na Câmara entre janeiro de 2023 e julho de 2026, com 565 deputados participando de pelo menos 10% das votações. A maioria das votações foi alinhada ao governo, com 423 deputados a favor e 142 na oposição. Em 91,5% das votações, os votos seguiram a orientação dos líderes partidários.

O PT foi identificado como o partido mais à esquerda, enquanto o Avante, posicionado no centro, se destacou como a sigla de centro mais à esquerda. A análise também revelou que, em 1.014 votações, apenas três vezes as extremidades da régua votaram juntas.

A segunda métrica do GPS examina a formação de frentes parlamentares, onde a assinatura dos deputados em 320 frentes foi considerada. A análise mostra que esquerda e direita se organizam em torno de temas específicos, com o PT dominando em frentes voltadas para direitos e o PL se destacando em questões de mercado e costumes.

A migração de siglas é o terceiro indicador, que revela que desde 2022, 176 candidatos deixaram o PT, com a maioria migrando para PDT e PSB. O União Brasil teve 763 candidatos que trocaram de partido, com o PL sendo o destino mais comum.

A quarta métrica analisa as coligações partidárias, considerando 15.361 chapas formadas para as eleições municipais de 2024. O PSTU se destacou por seu isolamento, com a maioria das chapas sendo de partido único.

Por fim, a análise de doações de campanha, baseada em 1,4 milhão de doações, mostra que a maioria dos doadores financia apenas um partido. A comparação entre doadores de diferentes siglas revela que dentro da esquerda, os partidos compartilham quase três vezes mais doadores do que o esperado.

Esta é a terceira vez que a análise do GPS Partidário é realizada, e apesar de diferenças metodológicas, os resultados mostram alta concordância entre as versões.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE