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Aledson Moura busca barrar leilão da Cagepa; Lindolfo Pires defende PPP

O deputado Aledson Moura anunciou que acionará o Ministério Público para tentar suspender o leilão da Cagepa, enquanto Lindolfo Pires defende a parceria com a iniciativa privada.
Foto: Secom / PB

A discussão sobre o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) ganhou novos contornos na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) nesta terça-feira, 2 de outubro. O deputado estadual Aledson Moura criticou o processo e anunciou sua intenção de recorrer ao Ministério Público para tentar barrar o leilão, alegando falta de transparência por parte do Governo do Estado.

Aledson Moura afirmou que levará ao Ministério Público uma ação judicial pedindo a suspensão do leilão até que haja maior clareza sobre o que está sendo proposto. Ele destacou a importância de que a população e os órgãos de fiscalização tenham acesso a informações detalhadas sobre a concessão antes da continuidade do processo.

Em contrapartida, o deputado Lindolfo Pires, da base governista, defendeu a PPP como uma solução viável para viabilizar investimentos bilionários sem comprometer áreas essenciais da administração pública. Segundo ele, o Governo da Paraíba não teria condições financeiras para realizar sozinho os investimentos necessários para a ampliação da infraestrutura de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Lindolfo Pires argumentou que o Estado não possui atualmente os R$ 3 bilhões necessários para essas obras, o que poderia comprometer recursos destinados à saúde, educação e segurança. Ele explicou que o modelo de PPP permite a execução das obras sem desembolso imediato dos cofres estaduais, com pagamentos diluídos ao longo dos anos por meio da operação da Cagepa.

A discussão entre os parlamentares reflete a polarização em torno do leilão da Cagepa, que continua a gerar debates acalorados na Assembleia Legislativa.

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