O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu pelo afastamento cautelar de 12 agentes de segurança pública no Rio de Janeiro, investigados por suposto conluio com o Comando Vermelho (CV). Entre os afastados estão sete policiais militares, três policiais civis, um delegado da Polícia Federal e um policial penal.
A decisão, que foi tornada pública em 11 de março, também determina o bloqueio de ativos financeiros dos investigados e de empresas associadas, até o limite de R$ 36,3 milhões. Além disso, a autorização para acesso a dados telefônicos e telemáticos dos investigados, referentes aos últimos seis meses, foi concedida.
Na decisão, Moraes destacou a gravidade das condutas, evidenciando as relações entre o alto escalão da segurança pública e o crime organizado. Ele mencionou que a liberdade dos investigados poderia permitir a continuidade de atividades ilícitas, comprometendo a ordem pública e a credibilidade das instituições.
A Polícia Federal investiga o grupo por suspeitas de vazamento de informações sobre operações policiais, incluindo a Operação Zargun, que visava o alvo TH Joias. O vazamento teria possibilitado que um parlamentar reorganizasse suas atividades antes da execução dos mandados judiciais.
As investigações revelam uma rede de proteção institucional que beneficiava integrantes da facção criminosa. Os policiais, junto a advogados, teriam formado uma associação criminosa para negociar vantagens e influências na administração pública, visando beneficiar um traficante internacional de drogas.
A Operação Anomalia está vinculada ao inquérito que resultou no indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. As apurações indicam que informações sobre operações policiais foram antecipadas, permitindo que os investigados se preparassem antes das ações policiais.
Fonte: Metropoles