Recentemente, uma imagem de satélite revelou um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, localizada a 25 km da costa sudoeste do Irã. Este local é responsável por 90% das exportações de petróleo da República Islâmica, com capacidade para carregar até sete milhões de barris por dia.
Apesar de mais de 5 mil ataques realizados por EUA e Israel ao Irã, a Ilha de Kharg foi preservada nos primeiros 13 dias de conflito. Analistas levantam questões sobre os motivos que mantêm a ilha a salvo de bombardeios, já que sua destruição poderia causar um colapso econômico no Irã e impactar o mercado global de petróleo.
O banco americano JP Morgan avaliou que um ataque direto à ilha interromperia a maior parte das exportações de petróleo bruto do Irã, possivelmente resultando em retaliações no Estreito de Ormuz ou contra a infraestrutura energética regional.
Uma proposta discutida durante a administração Trump incluía a possibilidade de tomar o controle da ilha para bloquear as receitas petrolíferas do regime iraniano. Jarrod Agen, diretor do Conselho Nacional de Domínio Energético, afirmou que o objetivo seria retirar as reservas de petróleo do Irã das mãos de 'terroristas'.
O Irã, terceiro maior produtor da Opep, arrecadou cerca de US$ 78 bilhões em exportações de petróleo e gás em 2024, apesar das sanções dos EUA, com a maior parte da produção destinada à China. Nesse cenário, a Ilha de Kharg é um pilar fundamental da economia iraniana, recebendo petróleo de campos produtores e servindo como uma fonte de receita para a Guarda Revolucionária.
A anexação da ilha é considerada uma operação arriscada, pois envolveria tropas terrestres suscetíveis a contra-ataques iranianos. Além disso, com as eleições de meio de mandato nos EUA se aproximando, uma tentativa malsucedida de captura de Kharg poderia representar uma ameaça política significativa para Trump.