André Beijoca, filho de um dos grandes nomes da história do Bahia, inicia uma nova etapa em sua carreira profissional em João Pessoa. O treinador chega ao futebol da Paraíba com a missão de liderar as categorias de base do Avaí-PB, trazendo consigo uma trajetória repleta de experiências dentro e fora dos campos.
Com 53 anos e uma carreira influenciada por sua família ligada a um dos clubes mais tradicionais do Brasil, André desembarca na Paraíba para sua primeira experiência nas categorias de base.
Aceitei o desafio, conversei com o coordenador do projeto, falei para ele que eu nunca tinha trabalhado com base e que iria fazer o trabalho sem problema nenhum, porque o futebol é muito gratificante. A gente trabalha com garotos, com sonhos, e o projeto é sensacional. Isso me fez aceitar o convite — afirmou.
A chegada ao Avaí-PB também abre novas oportunidades. André mencionou tratativas para assumir um clube profissional na Paraíba em 2027.
Trabalhar com futebol paraibano seria uma experiência nova e gratificante por poder colaborar com o futebol do estado. Minha perspectiva para 2027 é trabalhar com futebol profissional, como sempre fiz. Tenho conversas com alguns clubes e espero acertar para realizar um bom trabalho
, revelou ao Arena Correio.
André é filho de Jorge Augusto Ferreira de Aragão, o Beijoca, ex-atacante que fez história no Bahia, conquistando seis títulos estaduais entre 1970 e 1980. Ídolo da torcida tricolor, Beijoca é lembrado por suas comemorações enviando beijos para os torcedores e se tornou uma referência para várias gerações.
A influência de meu pai na minha trajetória é 100%. Eu cresci vendo meu pai jogar e ele se tornou meu ídolo, meu exemplo. A influência dele na minha carreira no futebol é total. Ele é o principal responsável por minha paixão pelo esporte e por seguir minha carreira como atleta e, agora, como treinador — comentou.
Seguindo os passos do pai, André acumulou experiências como jogador profissional e no futebol de areia, incluindo uma passagem pela Seleção Brasileira. Com o tempo, ele se dedicou à função de treinador, atuando no futebol profissional e feminino.
Sempre trabalhei com futebol profissional, nunca tive experiência com base. Trabalhei com futebol feminino por muitos anos, com meninas de 15, 16, 17 anos. Meus momentos mais marcantes foram a estreia no Bahia e no Fortaleza, onde meu pai também é ídolo. Nasci em Fortaleza enquanto meu pai jogava lá e tive a felicidade de ser levado para o clube por um grande amigo, Marcelo Veiga. Minha estreia teve direito a uma classificação inédita do clube, sofrendo um pênalti que nos classificou, um dos momentos marcantes da minha carreira
, finalizou.
A mudança para a capital paraibana ocorreu devido a uma oportunidade profissional da esposa, que também motivou a chegada da família ao estado, além do desejo de contribuir para a formação de jovens atletas e para o desenvolvimento do futebol paraibano.
Fonte: Arena Correio