O contador público Rogério Estrela, da Ecoplan Contabilidade, publicou um vídeo nas redes sociais alertando os gestores municipais sobre as contas do fim de 2026 e de 2027.
Ele destacou que as prefeituras precisarão tomar decisões difíceis:
Ou enxuga a folha, ou realiza demissões, ou a conta não vai fechar
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Rogério lembrou que o 13º salário e a contribuição previdenciária vencem em 20 de dezembro, e que é necessário
apertar o cinto e reorganizar as finanças até o final do exercício
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A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informou que o terceiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de outubro teve uma queda real de 2,4% em relação à mesma parcela de 2025.
Para 2027, a proposta de Orçamento da União prevê R$ 216,2 bilhões para o FPM, 0,7% a menos que a dotação atualizada de 2026, que é de R$ 217,6 bilhões.
A análise da CNM também aponta previsões de queda nos repasses aos municípios, como no apoio ao transporte escolar, que deve cair 25,3%, e no programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), com uma redução de 19,1%.
Os valores apresentados comparam a dotação atualizada de 2026 com a proposta inicial de 2027, sem descontar a inflação, podendo mudar durante a tramitação no Congresso Nacional.
Rogério também destacou a contribuição previdenciária patronal, que voltará a 20% em 2027 nos municípios que foram beneficiados pela desoneração da folha.
Além disso, o salário mínimo está previsto em R$ 1.741 para 2027, representando um aumento nominal de 7,4%.
Tudo isso nos chega à seguinte conclusão: ou enxuga a folha, ou realiza demissões, ou a conta não vai fechar — concluiu.
Fonte: Prisma Paraíba