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Mansão em Angra é bloqueada por Moraes em disputa entre Richarlison e Willer Tomaz

O ministro Alexandre de Moraes bloqueou uma mansão em Angra dos Reis, em disputa entre Richarlison e Willer Tomaz.
Mansão em Angra é bloqueada por Moraes em disputa entre Richarlison e Willer Tomaz
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que está sendo disputada judicialmente pelo jogador Richarlison e pelo advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A propriedade, localizada na Ilha Comprida, já pertenceu à cantora Clara Nunes.

A decisão foi registrada na Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) em 26 de outubro e averbada no cartório de imóveis dois dias depois. O bloqueio afeta a WT Administração de Imóveis e Bens, empresa ligada a Willer Tomaz, impedindo a venda ou transferência do imóvel, mas não devolvendo a propriedade a Richarlison.

A restrição foi determinada no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a plataformas de apostas online, na qual Willer Tomaz é um dos investigados.

Richarlison alega ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição de direitos sobre a mansão, além de gastos com reformas e segurança, e acusa Willer Tomaz de ter tomado a propriedade de forma irregular. Willer nega as acusações, afirmando que o jogador negociou com pessoas que não eram os proprietários legais do imóvel.

O advogado também mencionou que a empresa ligada a Richarlison, a Sport 70, sofreu derrotas judiciais na disputa, incluindo decisões do STJ.

Flávio Bolsonaro é mencionado na disputa por ser amigo de Willer Tomaz e ter sido citado no processo. Richarlison afirma ter rejeitado uma proposta de compra feita pelo senador, que nega qualquer participação na disputa, alegando que foi incluído apenas como testemunha.

O bloqueio da mansão faz parte de uma investigação mais ampla sobre movimentações financeiras no setor de apostas online, com Willer Tomaz sendo investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. O advogado teria movimentado cerca de R$ 5 bilhões em apostas em uma única plataforma ao longo de 2025.

Moraes também determinou o bloqueio de bens e valores relacionados a Willer e autorizou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e cambial, além do cancelamento de seus passaportes. Flávio Bolsonaro também é investigado no mesmo inquérito, mas nega irregularidades.

A decisão de Moraes não resolve a disputa pela propriedade, que continua a ser objeto de questionamentos judiciais. Recentemente, Willer tentou impedir que Richarlison publicasse comentários sobre a mansão nas redes sociais, mas a Justiça do Distrito Federal negou o pedido.

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil

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