Christa Pike, condenada à morte nos Estados Unidos, foi diagnosticada com uma forma rara de câncer no sangue meses antes de sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal.
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, os advogados de Pike alertaram que seu estado de saúde poderia causar complicações durante o procedimento, mas as autoridades decidiram prosseguir com a execução.
Documentos judiciais de março indicam que a equipe jurídica de Pike informou à Justiça que a contagem de plaquetas da condenada estava significativamente elevada, possivelmente devido a uma doença rara chamada neoplasia mieloproliferativa.
Os advogados argumentaram que a aplicação da injeção letal
muito provavelmente resultaria em dor e sofrimento desnecessários e agravados, terror e desonra
. Apesar dos alertas, a execução foi mantida.
A neoplasia mieloproliferativa é um grupo de doenças raras e crônicas da medula óssea, caracterizadas pela produção excessiva de células sanguíneas.
Não há confirmação de que a condição médica de Pike tenha contribuído para as complicações durante a tentativa de execução.
No dia 30 de setembro, data marcada para sua execução, Pike permaneceu consciente, conversou e cantou com seu conselheiro espiritual.
Testemunhas relataram que, mesmo após o início da administração da primeira dose dos medicamentos, a condenada continuou se movimentando e respirando de maneira audível.
Uma segunda tentativa também não resultou em sua morte. Pike continuou viva e emitiu sons até que as autoridades interrompessem o procedimento.
Ela foi retirada da sala de execução e levada a um hospital, onde ficou internada por quase duas semanas.
Após receber alta, Pike foi transferida de volta para a prisão e, recentemente, divulgou um comunicado afirmando que continua sentindo dores desde a tentativa de execução.
Christa Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, em Knoxville, Tennessee.
As duas participavam do Job Corps, um programa de formação profissional, quando Slemmer foi atacada e morta a facadas e espancamentos por Pike e seu namorado, que também estava na instituição.
Em março de 1996, Pike recebeu a sentença de morte pelo crime, enquanto seu namorado foi condenado à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.
Fonte: Notícias ao Minuto Brasil