Poucos dias após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Lula (PT), uma declaração do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, chamou a atenção pelo possível significado político.
Durante uma pregação realizada no dia do segundo turno, o líder religioso criticou o lema 'Deus, pátria e família', popularizado pelo bolsonarismo.
'Eu não aprovo aquela teoria 'Deus, pátria e família'. Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais queira ser', afirmou Macedo, defendendo que a família deve ter prioridade sobre a pátria.
A declaração ocorre em meio ao enfraquecimento político da família Bolsonaro, após a derrota presidencial, e levanta questionamentos sobre o futuro da relação entre o bolsonarismo e importantes lideranças evangélicas.
A Igreja Universal, que adotou uma postura de neutralidade na disputa presidencial, também enfrentou dificuldades eleitorais com candidaturas ligadas à denominação.
Entre os resultados negativos apontados está o desempenho de Marcelo Crivella na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro.
Nos bastidores políticos, a manifestação de Macedo pode ser interpretada como um sinal de distanciamento do bolsonarismo e de aproximação com uma direita mais pragmática, representada por lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Embora a crítica tenha sido apresentada como uma questão religiosa, seu conteúdo ganha dimensão política diante do novo cenário nacional.
O episódio reforça o debate sobre uma possível reorganização das forças conservadoras após a reeleição de Lula.
Fonte: Polêmica Paraíba