O deputado federal André Janones (Rede-MG) rejeitou a possibilidade de assumir um ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ele afirmou que deseja permanecer na Câmara dos Deputados.
Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo — declarou.
A possibilidade de Janones ocupar um cargo no governo surgiu após ele criar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reuniu mais de 10 milhões de participantes após o primeiro turno das eleições. A iniciativa se destacou pela mobilização digital em apoio ao presidente.
Janones utilizava o canal para orientar os participantes e aumentar a presença da esquerda nas redes sociais, alcançando repercussão internacional e inspirando iniciativas semelhantes em outros países.
O deputado classificou o modelo de mobilização como temporário, mas necessário durante o processo eleitoral. Ele acredita que a estratégia pode ajudar a garantir governabilidade ao presidente.
Necessário para a gente poder dar governabilidade ao presidente a partir de agora. Mas é um modelo que deve servir como transição — afirmou.
Janones também reconheceu que o funcionamento do canal não representa plenamente o modelo de democracia que defende. Para ele, o ideal seria que cada pessoa pudesse publicar livremente em suas próprias redes sociais.
Ele ponderou, porém, que essa realidade depende de uma discussão sobre o papel das grandes empresas de tecnologia na sociedade.
As críticas do deputado às big techs surgiram após a campanha de Lula acusar a Meta de interferência nas eleições em benefício do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os petistas alegaram que a empresa teria restringido o impulsionamento e a distribuição de publicações do presidente reeleito.
Em nota, a Meta negou interferência no processo eleitoral, mas mencionou problemas técnicos nas plataformas. O Comitê de Supervisão da empresa também identificou falhas recorrentes nos mecanismos de controle de conteúdo eleitoral nas redes sociais administradas pela companhia.
Fonte: Polêmica Paraíba