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Zelensky alerta sobre riscos de reunião entre EUA, Rússia e China

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou preocupação com a possibilidade de uma nova divisão de influências globais em uma reunião entre Trump, Putin e Xi Jinping, semelhante à Conferência de Yalta de 1945.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um alerta sobre os riscos de uma nova divisão das áreas de influência mundial entre Estados Unidos, Rússia e China. Sua preocupação surge em meio à possibilidade de um encontro entre Donald Trump, Vladimir Putin e Xi Jinping.

Zelensky teme que essa reunião possa se assemelhar à Conferência de Yalta, realizada em 1945, onde líderes das potências aliadas definiram os rumos da Europa após a Segunda Guerra Mundial.

A inquietação do líder ucraniano é motivada pela proposta de Moscou para que os presidentes se reúnam durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), programada para os dias 18 e 19 de novembro, em Shenzhen, na China.

De acordo com a imprensa internacional, Putin pretende usar o encontro para discutir o futuro da guerra na Ucrânia e buscar um acordo mais amplo sobre segurança na Europa.

Zelensky expressou receio de que decisões sobre o território ucraniano e a segurança de outros países europeus sejam tomadas sem a participação dos governos diretamente afetados.

A comparação com a Conferência de Yalta remete à reunião de 1945, onde Roosevelt, Churchill e Stalin discutiram a reorganização política da Europa após a guerra. Zelensky teme que um encontro atual entre Trump, Putin e Xi Jinping possa repetir esse modelo de negociação.

O principal temor de Kiev é que a Rússia consiga negociar diretamente com Washington e Pequim sobre questões que envolvem a Ucrânia, a expansão da Otan e a segurança europeia.

A possibilidade de um encontro entre os três presidentes foi inicialmente divulgada pelo jornal The Wall Street Journal. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que a proposta foi mencionada, mas ainda não há acordos concretos.

Donald Trump demonstrou interesse em dialogar com os líderes russo e chinês, enquanto o governo da China afirmou não ter detalhes sobre a reunião.

Autoridades europeias também expressaram preocupação, defendendo a inclusão da Ucrânia em qualquer negociação sobre seu futuro.

Em paralelo, representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos devem participar de novas negociações de paz em Abu Dhabi, com Zelensky enfatizando a necessidade de um acordo de cessar-fogo antes de qualquer reunião entre os líderes.

A Ucrânia busca garantir a proteção de sua infraestrutura energética e a segurança das operações no Mar Negro, além de condições para um acordo de paz duradouro.

Por outro lado, o governo russo resiste à ideia de um cessar-fogo antes de um acordo político abrangente, insistindo que suas reivindicações territoriais e de segurança sejam consideradas.

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