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Atirador de Yvelines é preso novamente e nega motivação racista

Kevin T., responsável por ataque a tiros em Yvelines, foi preso novamente após avaliação psiquiátrica. Ele nega que seus atos tenham motivação racista, apesar das vítimas serem em sua maioria de origem estrangeira.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O autor do ataque a tiros em Yvelines, Kevin T., foi novamente detido nesta segunda-feira (26) após ter sido liberado preventivamente devido a questões psiquiátricas. O procurador nacional antiterrorismo, Olivier Christen, informou que um novo exame psiquiátrico não indicou sinais de alucinações ou necessidade de internação compulsória.

Kevin, de 39 anos, contestou a caracterização de seus crimes como racistas, embora tenha reconhecido a materialidade dos fatos. O ataque, que ocorreu na sexta-feira (23), resultou na morte de uma pessoa e deixou cinco feridos em Trappes e La Verrière, na região oeste de Paris.

O atirador disparou contra um posto de gasolina, um centro médico e um parquinho infantil. Entre as vítimas, estava uma menina de 12 anos, que foi atingida por oito tiros e se encontra em estado grave. O homem que morreu tinha 26 anos e era de origem africana.

Após o ataque, Kevin foi detido com uma metralhadora e granadas de gás lacrimogêneo em seu veículo. Ele foi transferido para uma unidade psiquiátrica no dia seguinte, e exames iniciais indicaram a presença de cocaína e cannabis em seu sangue.

Quatro pessoas ligadas a Kevin também foram detidas, e o presidente Emmanuel Macron classificou o ato como um "ataque terrorista racista". Macron destacou que este foi um ato planejado para atingir compatriotas com base na cor da pele ou religião.

Na casa do suspeito, foi encontrado um exemplar de "Mein Kampf" e ele alegou ter agido em vingança por comerciantes saqueados durante protestos. A polícia investiga possíveis conexões de Kevin com movimentos de extrema direita, em um contexto de aumento de antissemitismo e islamofobia na França.

A Procuradoria Nacional Antiterrorista abriu uma investigação formal sobre o caso, que pode ser tratado como terrorismo, dada a gravidade dos atos. O prefeito de Trappes, Ali Rabeh, também qualificou o ataque como racista e islamofóbico.

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