Em uma decisão impactante, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A medida foi tomada após denúncias de que a frota de ônibus na capital baiana estava reduzida em mais de 50% durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A ação foi motivada por um pedido da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, que alegou que a diminuição da oferta de coletivos dificultou o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. Além da prisão do secretário, o TRE-BA ordenou o restabelecimento imediato da frota de ônibus, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros. O descumprimento da ordem pode resultar em multa de R$ 1 milhão por hora para o município e as empresas de transporte.
A federação apresentou à Justiça evidências, como fotografias e vídeos, que mostravam ônibus parados em garagens enquanto a votação estava em andamento. O grupo solicitou a liberação dos veículos e a atuação das forças policiais para garantir o cumprimento das determinações judiciais.
Equipes de fiscalização também foram mobilizadas. De acordo com informações veiculadas pela Folha de S.Paulo, o Procon da Bahia encontrou ônibus prontos para circular, mas retidos em garagens, resultando na autuação de uma das empresas de transporte.
A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), justificou que as interrupções na frota estavam relacionadas à adesivação dos veículos. A secretaria afirmou que a situação foi resolvida após diálogo com representantes sindicais e que a operação foi normalizada.
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) também reconheceu que houve ônibus retidos e atribuiu o problema à colocação de adesivos do PT nos veículos por sindicalistas. Ele afirmou que os coletivos voltaram a circular após a retirada do material. A situação gerou controvérsia em um dia crucial de votação, levantando questões sobre o direito de acesso dos eleitores às seções eleitorais. A responsabilidade criminal dos envolvidos será determinada pela apuração dos fatos e desdobramentos do caso.
Fonte: Polemicaparaiba