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Acusações de Intimidação em Distribuição de Panfletos Contra Flávio Bolsonaro

Uma mulher em João Pessoa alega ter sido intimidada por um advogado após distribuir panfletos críticos ao candidato Flávio Bolsonaro. O caso gerou desdobramentos na Justiça Eleitoral.
Foto: Reprodução / Redes sociais

A distribuição de panfletos com críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro gerou um conflito em João Pessoa, levando a mulher responsável pela ação a alegar intimidação por parte do advogado Robério Silva Capistrano. Ela afirma ter sido filmada e ofendida, além de ter seu nome exposto nas redes sociais.

O incidente ocorreu na Rua Deputado Plínio Salgado, no bairro de Mangabeira. Amora Figueirêdo Dias, que distribuiu os panfletos, relatou à polícia que a ação foi pacífica e financiada com recursos próprios e doações de amigas, negando qualquer envolvimento de dinheiro público.

No boletim de ocorrência, Amora descreve que Robério começou a filmá-la, fez comentários hostis e insinuou que sua ação era criminosa. Ela também menciona que o advogado ameaçou divulgar seus dados pessoais nas redes sociais, solicitando que as autoridades investiguem possíveis crimes de ameaça e calúnia.

Em resposta, Robério Silva Capistrano protocolou uma denúncia à Justiça Eleitoral, questionando o conteúdo dos panfletos e solicitando a investigação de possíveis irregularidades na distribuição. Os materiais criticam a atuação pública de Flávio Bolsonaro e incentivam a pesquisa sobre os temas abordados.

Um dos panfletos menciona o caso de Ana Clara, uma menina de cinco anos morta por um disparo de fuzil em Niterói, em 2021, e critica a defesa que Flávio fez do policial acusado. Outro panfleto aborda temas como rastreamento de munições e a relação do candidato com milícias.

Na defesa apresentada, Amora argumenta que a distribuição dos panfletos é uma manifestação política legítima e contesta as acusações de Robério, reafirmando que não houve uso de recursos públicos. Ela também questiona a jurisdição da Justiça Eleitoral sobre o caso e pede proteção contra a divulgação de vídeos e dados pessoais.

O processo envolve a análise do conteúdo dos panfletos e as circunstâncias da distribuição, mas até o momento não há uma decisão judicial definitiva sobre o caso.

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