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André Gadelha analisa campanha ao Senado e critica cenário político

O ex-prefeito de Sousa fez um balanço de sua candidatura ao Senado Federal, comentou os bastidores da disputa, analisou a estratégia de dobradinha com Veneziano e pontuou a confusão dos eleitores sobre o voto duplo 23.....
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O ex-prefeito de Sousa fez um balanço de sua candidatura ao Senado Federal, comentou os bastidores da disputa, analisou a estratégia de dobradinha com Veneziano e pontuou a confusão dos eleitores sobre o voto duplo

23/10/2026 às 16h33 • atualizado em 23/10/2026 às 16h35

•Nas pesquisas, 76% diziam que as pessoas já tinham ouvido falar na família, mas não conheciam André.•Então, minha estratégia foi sair de Sousa, porque em Sousa as pessoas já me conhecem”.•Muitos daqueles diziam: ‘Vou votar em Vené’.

Em entrevista ao programa Cidade Notícia, da Rádio Líder FM, retransmitido pela TV Diário do Sertão, o ex-prefeito de Sousa e ex-deputado estadual, André Gadelha (MDB), fez um balanço de sua candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026. Ele comentou os bastidores da disputa, analisou a estratégia de dobradinha com o senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pontuou a confusão dos eleitores sobre o voto duplo para o Senado e fez severas críticas ao cenário político atual.

Primeiro, André Gadelha explicou que optou por focar sua campanha fora de seu reduto eleitoral tradicional, a cidade de Sousa, em busca de ampliação de visibilidade nas demais regiões do estado.

Eu precisava ser conhecido lá fora. Nas pesquisas, 76% diziam que as pessoas já tinham ouvido falar na família, mas não conheciam André. Então, minha estratégia foi sair de Sousa, porque em Sousa as pessoas já me conhecem

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Contudo, ao retornar ao município no sábado que antecedeu a votação, o candidato constatou uma relevante confusão por parte do eleitorado quanto à escolha dos dois nomes para o Senado.

As pessoas ainda estavam sem entender que votavam em dois senadores. Muitos daqueles diziam: ‘Vou votar em Vené’. Aí eu disse: ‘Mas você tem que votar em mim’. Aí diziam: ‘Votando em Vené, tô votando em você’. Eu disse: ‘Tá, mas você precisa votar no meu número também’. Muitas pessoas não entenderam e deixaram de votar achando que, votando em Vené, estariam votando em mim

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André Gadelha discursa na convenção do MDB em João Pessoa (Foto: Reprodução/TV15)

Ao abordar a montagem do guia eleitoral e os bastidores com outros aliados da coligação, Gadelha relatou divergências estruturais e de marketing durante a pré-campanha e a campanha proporcional.

A gente não viu o prefeito de João Pessoa abraçar a minha candidatura. Quando nós conversamos – eu, Veneziano e Cícero -, eu disse que a campanha tinha que ser casada, porque eu acredito na campanha onde a gente transmite ao eleitor que nós estamos unidos. Mas, quando a gente dá o primeiro passo, a minha agência com Veneziano era uma e a de Cícero era outra. Aí eu disse: ‘Vai dar problema'

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O ex-prefeotp ressaltou a complexidade de gerenciar a exposição midiática no horário gratuito, revelando os custos e a equipe necessária para poucos segundos na televisão. “As pessoas não entendem que os bastidores de uma campanha dessa são gigantescos. A minha imagem só aparecia 30 segundos na TV, e eu tinha uma equipe de 36 pessoas trabalhando diariamente, além do estúdio e do marqueteiro”.

Veneziano e André Gadelha no debate da TV Diário do Sertão (Foto: Diário do Sertão)

Crítica à “idolatria a idiotas” na política moderna

Em um dos momentos mais enfáticos da entrevista, André Gadelha lamentou a influência do engajamento superficial nas redes sociais sobre o processo democrático e a escolha de gestores públicos.

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