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Macron proíbe protestos e responsabiliza extrema esquerda por violência

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou a proibição de protestos 'ilegítimos' e responsabilizou grupos da extrema esquerda pela violência nos últimos atos. A medida visa restaurar a calma no país.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Em uma declaração feita nesta quinta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que protestos considerados 'ilegítimos' serão proibidos nos próximos dias. Ele atribuiu a recente onda de violência durante os protestos a grupos da extrema esquerda e vândalos, enfatizando a necessidade de um retorno à calma.

Após uma reunião com líderes dos serviços de inteligência e ministros, Macron anunciou que apenas manifestações organizadas por sindicatos serão permitidas no sábado, com a possibilidade de desvio de rotas para proteger estabelecimentos comerciais. Ele também alertou que reivindicações de 'pessoas sem legitimidade' serão rejeitadas, afirmando que 'não é o momento' para tais demandas.

O presidente mencionou que, no último fim de semana, houve tentativas de grupos de extrema esquerda de desestabilizar a República durante os distúrbios. Ele criticou os serviços de inteligência por não preverem a magnitude da mobilização. Macron já havia declarado anteriormente que não hesitará em punir os manifestantes envolvidos em atos violentos.

Enquanto isso, autoridades em várias cidades, como Lyon, Rouen e Toulon, proibiram atos programados para o próximo sábado, uma decisão que a oposição considera uma restrição às liberdades. Apesar das proibições, novas manifestações estão sendo organizadas, incluindo atos convocados pela principal entidade estudantil da França, a Unef, e pelo movimento dos Coletes Amarelos.

Um protesto estudantil em Paris, agendado para esta quinta-feira, foi proibido, e as autoridades de transporte fecharam estações de metrô no centro da cidade para evitar aglomerações. O ministro da Justiça informou que 217 pessoas foram presas por envolvimento nos distúrbios.

Para o fim de semana, o governo planeja mobilizar veículos blindados, helicópteros e militares, aumentando a mobilização em 20% em relação à semana anterior. Comerciantes em Paris começaram a reforçar a segurança de suas lojas, com alguns optando por fechar as portas. A demanda por equipamentos de defesa, como sprays e tasers, aumentou significativamente entre os lojistas.

O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, se reunirá com representantes de partidos para discutir a situação, exigindo uma condenação das violências. A oposição criticou o encontro, e a França Insubmissa (LFI) acusou o governo de tentar culpar a ultraesquerda pela revolta. A esquerda denuncia a repressão brutal do governo, enquanto a direita clama por mais firmeza nas ações.

Na quarta-feira, Macron, em viagem ao Golfo, afirmou que a situação não justifica um estado de emergência, já que os prefeitos têm autoridade para impor toques de recolher. Ele se defendeu das críticas sobre sua ausência, afirmando que assume plenamente a decisão de manter a viagem.

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