A atriz e arte-educadora Mariana se manifestou sobre a agressão que sofreu na estação Butantã do metrô de São Paulo. Em um vídeo, ela relatou que foi atacada por um homem e sua esposa após ser hostilizada por usar uma camiseta vermelha.
O principal agressor, Diogo Freire Estevão, é empresário do setor de logística e havia participado de uma manifestação em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A violência foi registrada por uma testemunha, e as imagens rapidamente se espalharam nas redes sociais.
Mariana, que estava afastada das redes sociais por cerca de dez anos, decidiu criar um perfil para compartilhar sua versão dos fatos. Ela explicou que não estava em uma manifestação política, mas apenas aguardando um carro de aplicativo.
A atriz relatou que percebeu um casal fazendo comentários ofensivos sobre eleitores e que, em seguida, as provocações foram direcionadas a ela.
Quando faltavam poucos minutos para o carro chegar, vi um casal falando sobre a 'lataria' de quem vota. Até que vi que estavam apontando para mim
, contou.
A discussão se intensificou quando Diogo se aproximou de Mariana de forma intimidadora.
Aquele homem começou a me peitar como se a gente estivesse num ringue. Quanto mais ele se aproximava, mais acuada eu me sentia
, relatou.
Mariana tentou afastá-lo com um empurrão, mas ele reagiu com socos. "Acertou a minha cabeça e meu rosto", afirmou. A mulher que acompanhava Diogo, identificada como Leda Teixeira Freire, também agrediu Mariana, puxando seus dreads.
Mariana destacou que a agressão ocorreu devido à cor de sua roupa, que o casal associou ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela criticou a falta de reação das pessoas presentes na estação, que deveriam ter demonstrado mais empatia.
Diogo Freire Estevão, que possui uma empresa de logística, apresentou uma versão diferente dos eventos, alegando que foi provocado e que Mariana teria iniciado a briga. Sua esposa também corroborou essa versão.
Além disso, Diogo já era investigado por ameaças contra outra mulher, com medidas protetivas em vigor que proíbem sua aproximação. A Polícia Militar de São Paulo está sob investigação pela sua atuação durante a agressão, já que os policiais estavam presentes, mas não intervieram.
Mariana registrou um boletim de ocorrência relatando as agressões e ofensas. A concessionária responsável pela operação do metrô repudiou o episódio e se colocou à disposição das autoridades para colaborar nas investigações.
Fonte: Noticiasaominuto