Uma recente operação de fiscalização em Itaporanga, no Sertão paraibano, resultou na interdição de diversos estabelecimentos devido a irregularidades encontradas. A ação, realizada pelo MP-Procon em conjunto com a Agevisa, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, revelou a presença de alimentos mofados e produtos vencidos em um supermercado, além de problemas em uma bomba de combustível.
O Ministério Público da Paraíba informou que o supermercado em questão mantinha alimentos impróprios para consumo, incluindo itens vencidos e com mofo, além de produtos sem data de validade ou identificação de origem. As condições de higiene nas áreas de manipulação e armazenamento também foram consideradas inadequadas.
Em resposta a essas irregularidades, a Agevisa decidiu interditar os setores de fracionamento e manipulação de alimentos, bem como o de hortifrutis do supermercado. Além disso, foi constatado que o estabelecimento operava com o certificado do Corpo de Bombeiros vencido.
Durante a fiscalização, duas farmácias também foram inspecionadas. Em uma delas, foram encontrados produtos vencidos e a ausência de um farmacêutico responsável. Além disso, houve divergências entre o estoque de medicamentos e os registros de controle, além de desorganização e uma obra estrutural sem a devida aprovação da Agevisa, o que levou à suspensão cautelar das atividades.
A segunda farmácia recebeu uma notificação para corrigir falhas relacionadas à documentação e ao registro de medicamentos controlados.
No posto de combustíveis, a fiscalização revelou que uma bomba de gasolina comum estava fornecendo um volume inferior ao indicado no visor, com uma diferença superior a 100 mililitros, resultando na interdição do equipamento.
Além disso, a operação identificou a falta de treinamento dos funcionários para realizar o teste de proveta, que é utilizado para verificar a qualidade da gasolina, e a ausência de drenagem do fundo do tanque de diesel.
A operação foi coordenada pelos promotores Bergson Formiga e Osvaldo Lopes. Os nomes dos estabelecimentos envolvidos não foram divulgados no comunicado do Ministério Público da Paraíba.
Fonte: Centralvalenoticia