Search

Irã assume responsabilidade por ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã declarou ter atacado dois petroleiros com minas no Estreito de Ormuz, uma área estratégica para o transporte de petróleo. Os navios ficaram impossibilitados de navegar após a colisão.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta terça-feira, que realizou ataques a dois petroleiros no Estreito de Ormuz, utilizando minas marítimas. Segundo informações do portal Sepah News, os navios pegaram fogo e não conseguiram continuar a navegação após colidirem com as minas, que foram instaladas pela Marinha iraniana em uma rota considerada ilegal pelas autoridades do país.

A organização militar iraniana também afirmou ter derrubado um drone militar dos Estados Unidos, modelo MQ-9 Reaper. No entanto, os nomes dos petroleiros e a origem de suas cargas não foram revelados.

Até o momento, não houve pronunciamento oficial por parte dos Estados Unidos sobre os ataques reivindicados por Teerã, e não existem confirmações independentes sobre os incidentes ou a alegação de derrubada do drone.

Tensões no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz se tornou um foco de tensão entre o Irã e os Estados Unidos, especialmente após o início de hostilidades em fevereiro, que incluíram ataques norte-americanos e israelenses ao território iraniano. Historicamente, cerca de 20% do petróleo e hidrocarbonetos comercializados globalmente transitam por essa região.

Desde o início do conflito, o Irã tem buscado maior controle sobre o tráfego marítimo no estreito, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio aos portos iranianos. As negociações entre os dois países permanecem estagnadas, sem avanços significativos.

Atravessias sob escolta

Apesar das restrições impostas pelo Irã, um número crescente de petroleiros tenta atravessar o Estreito de Ormuz, frequentemente com escolta militar dos Estados Unidos. Nos últimos dias, os ataques a embarcações na região aumentaram, levando analistas a sugerirem que as ações do Irã visam demonstrar sua capacidade militar de interromper a navegação em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.

O estreito, que separa o Irã, ao norte, de Omã, ao sul, tem cerca de 30 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito. Com as restrições iranianas, alguns navios começaram a utilizar rotas próximas à costa de Omã para evitar a necessidade de autorização de Teerã, que considera essas travessias ilegais.

Em seu comunicado, a Guarda Revolucionária reiterou que tomará medidas contra empresas petrolíferas caso as operações militares dos Estados Unidos continuem, advertindo que novas ações poderão ocorrer se as provocações persistirem.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE