As aulas na rede municipal de Manaus estão suspensas desde 9 de outubro devido à fumaça de queimadas que afeta a região. Na rede estadual, as escolas foram fechadas de 13 a 15 de outubro, com nova suspensão a partir de 19 de outubro.
Em comunicado divulgado no último domingo, a Prefeitura de Manaus enfatizou que a decisão busca preservar a saúde e o bem-estar de estudantes e profissionais da educação. Na mesma data, a qualidade do ar na capital foi classificada como péssima pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil.
A prefeitura associou a situação ao aumento dos focos de calor no interior do Amazonas, que contribui para a presença de fumaça sobre a capital. A gestão contabiliza cinco dias sem aulas, considerando o feriado nacional de 12 de outubro.
As primeiras suspensões na rede estadual ocorreram em 8 de outubro, afetando três escolas nas zonas sul e oeste. Nos dias subsequentes, a medida foi estendida a outras instituições em Manaus e cidades vizinhas.
Os estudantes de nível superior também enfrentam interrupções. A Universidade do Estado do Amazonas suspendeu atividades presenciais até 23 de outubro, enquanto a Universidade Federal do Amazonas interrompeu as aulas desde 16 de outubro, com previsão de retorno na manhã de 20 de outubro.
O Amazonas enfrenta um aumento de incêndios florestais desde o final de setembro. O governo federal anunciou reforço nas operações de combate às chamas, incluindo a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus.
Entre as medidas, estão a implantação de uma base da Força Nacional do SUS e apoio financeiro às prefeituras. O ministro da Defesa informou que 16 aeronaves estão disponíveis para as operações, que já contabilizam mais de 300 horas de voo.
O presidente do Ibama destacou que a disputa política nas redes sociais está incitando ações de incêndio na floresta. O Governo do Amazonas intensificou medidas de prevenção e combate às queimadas, incluindo a contratação de brigadistas florestais.
A Polícia Militar do Amazonas prendeu 11 pessoas por suposto envolvimento com as queimadas. O Corpo de Bombeiros registrou 3.768 ocorrências de incêndios entre 1º de junho e 18 de outubro.
Em relação à saúde, o mês de outubro já superou os atendimentos por exposição à fumaça registrados em agosto e setembro, com 315 atendimentos até 14 de outubro. Os sintomas mais comuns incluem tosse e dificuldade para respirar.
Fonte: Noticiasaominuto