O presidente Volodimir Zelenski, em um encontro realizado em Bruxelas, recebeu apoio moral de líderes europeus, mas manifestou sua frustração com a recente guinada americana em direção à Rússia. Durante a coletiva de imprensa, ele admitiu se sentir como um bode expiatório para os problemas internos de Donald Trump, especialmente em relação a um acordo de compra de diesel com Vladimir Putin.
Zelenski agradeceu o suporte dos líderes europeus em um momento crítico da guerra, mas enfatizou que apenas os Estados Unidos podem fornecer informações cruciais sobre lançamentos de mísseis russos e sistemas de comunicação eficazes. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reconheceu que a Europa não possui a capacidade de oferecer esse tipo de assistência no momento.
O presidente ucraniano expressou sua determinação em defender seu país e solicitou que a ajuda europeia garantisse o mínimo necessário, como mísseis antiaéreos do sistema Patriot. Ele também mencionou a expectativa de receber caças F-16 usados da Bélgica até o final do ano.
A tensão entre Washington e Kiev aumentou após Trump criticar os ataques ucranianos às refinarias russas, buscando uma justificativa externa para a inflação de combustível nos EUA. A situação se agravou com a suspensão das exportações de petróleo da Rússia, afetando o mercado global e, consequentemente, os preços nos Estados Unidos.
Trump, que voltou a adotar uma postura pró-Rússia, causou polêmica ao sugerir um cessar-fogo no setor energético e ao pedir a saída de Zelenski do poder. Em resposta, Zelenski afirmou que a Rússia intensificou os ataques, enquanto ele se concentrava em retaliar contra alvos russos.
A situação atual parece favorecer a narrativa russa de que está vencendo o conflito, especialmente com a divulgação de imagens dos danos causados por drones em refinarias, o que pode dividir ainda mais o Ocidente.
Fonte: Noticiasaominuto