O prédio da antiga estatal telefônica Telpa, que foi incorporada pela extinta Telemar e depois pela Oi, se tornou um foco de preocupação para os moradores e comerciantes de Cajazeiras. A edificação, localizada na Praça Coronel Emídio Cartaxo, apresenta um estado avançado de degradação e é frequentemente alvo de vandalismo, furtos e invasões.
Uma equipe do programa Olho Vivo, da TV Diário do Sertão, visitou o local e constatou que a estrutura desocupada abriga temporariamente pessoas em situação de rua, com pertences e roupas acumuladas no interior do imóvel. A comunidade expressa medo em relação à segurança pública, especialmente durante a noite, e solicita ações das autoridades locais para conter os arrombamentos e delitos na área.
Em resposta à situação, a Prefeitura de Cajazeiras decretou a requisição administrativa temporária do espaço e protocolou um pedido junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para obter a cessão definitiva do imóvel. A Secretaria de Obras do município não respondeu ao contato da equipe de reportagem até o fechamento da matéria.
Recentemente, o Corpo de Bombeiros registrou dois incêndios no prédio em um intervalo de uma semana. Na segunda ocorrência, a perícia indicou que o fogo foi provocado por restos de mobília e materiais inflamáveis. Após esses incidentes, a prefeitura informou que estava reunindo a documentação necessária para a posse provisória do imóvel, o que permitiria a realização de reformas.
O Capitão Teodózio, subcomandante do Corpo de Bombeiros, destacou a presença de baterias de chumbo-ácido no interior do prédio, que contêm materiais tóxicos. O armazenamento inadequado dessas baterias em ambientes fechados representa um risco à saúde pública, especialmente quando o local é ocupado por pessoas sem a devida descontaminação.
Moradores e comerciantes expressaram indignação quanto ao estado do prédio e sugeriram alternativas para o uso do espaço. Luís Ferreira, um dos populares, enfatizou o perigo que a estrutura aberta representa, afirmando que é necessário fechá-la para evitar a presença de pessoas que possam causar problemas ou liberar o espaço para a população.
Fonte: Diariodosertao