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Discurso de Lula e Flávio Bolsonaro marca reinício da propaganda eleitoral

Na retomada da propaganda eleitoral, Lula e Flávio Bolsonaro adotam posturas distintas. Enquanto Lula enfatiza denúncias, Flávio se apresenta como vitorioso e otimista.
Foto: Paraibaonline

No reinício da propaganda eleitoral de TV, os presidenciáveis Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva adotaram tons distintos, apesar de abordarem temas semelhantes. O resultado do primeiro turno levou o presidente a um discurso de virada, enquanto o senador se posiciona como vitorioso.

Flávio Bolsonaro declarou:

A gente não está começando aqui uma nova campanha no segundo turno. Estamos dando um passo final para um futuro que já começou

. Sua campanha mantém a estratégia de reforçar a necessidade de mudança, abordando questões como endividamento e violência urbana, em um tom esperançoso e positivo.

O candidato enfatizou que o Brasil já está unido, considerando a polarização como uma fase superada. Ele afirmou: “Vocês escolheram o novo Brasil”, e reiterou propostas como a redução de impostos, voucher creche e câmeras nas ruas, referindo-se ao programa Smart Brasil.

Flávio também alertou sobre as fake news e garantiu que não cortará programas como o Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, prometendo manter e até reajustar esses benefícios.

Por sua vez, Lula utilizou seu primeiro programa para reiterar denúncias contra o bolsonarismo. Em uma dramatização, um pai limpa um revólver enquanto uma bandeira do Brasil aparece ao fundo, sugerindo uma conexão com o bolsonarismo. A cena se intensifica quando um menino encontra uma arma em casa e leva para a escola, culminando em um disparo.

O narrador destaca:

Os Bolsonaros colocaram mais de um milhão de armas nos lares brasileiros

, e a campanha de Lula critica Flávio Bolsonaro, associando-o à agenda armamentista. O programa termina com a mensagem de que “uma criança não pode passar por isso”.

O programa de Lula também incluiu críticas ao plano de “tesouraço” de Flávio, com imagens de cortes realizados durante o governo Bolsonaro. A primeira-dama, Rosângela Silva, não apareceu, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, foi mostrado brevemente em um vídeo.

A desvantagem de Lula na corrida presidencial gerou desconforto entre petistas, que pediram “menos Janja e mais Alckmin” durante o segundo turno.

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