Durante a semana, estudantes de diferentes estados brasileiros se mobilizaram em atos em defesa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. As manifestações foram organizadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que declarou apoio a Lula no segundo turno das eleições.
Na quarta-feira, milhares de participantes se reuniram na Candelária, no Rio de Janeiro, e marcharam pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. Os manifestantes levantaram bandeiras em prol da educação pública gratuita e de qualidade, além de reivindicarem o fim da escala 6×1 e a preservação da democracia.
No dia seguinte, atos ocorreram em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, estudantes se concentraram nas faculdades Cásper Líbero e Mackenzie, além de se reunirem na Praça Roosevelt, no centro da cidade.
No Tocantins, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Palmas foi palco de uma manifestação. O jornalista Kaio Costa, ex-aluno da UFT, destacou que o ato não se limitou ao apoio a Lula, mas também à defesa da democracia e dos direitos fundamentais da população.
Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer.
As manifestações também ocorreram em Minas Gerais, Paraíba, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná. No Distrito Federal, o ato foi realizado na Universidade de Brasília (UnB), onde a estudante de direito Ada Victória Moura Leite, de 18 anos, afirmou que a manifestação contou com a presença de universitários e membros da comunidade, incluindo estudantes do ensino médio.
Não podemos regredir para um Estado que não respeite os direitos humanos, que não valorize a universidade pública.
Fonte: Noticiasaominuto