Christa Pike, de 50 anos, continua inconsciente e conectada a um ventilador em um hospital no Tennessee, após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal realizada na última quarta-feira. Segundo Stephen Ferrell, um dos advogados de Pike, ela não recuperou a consciência desde o procedimento e permanece sob vigilância médica enquanto os profissionais tentam eliminar a grande quantidade de pentobarbital administrada.
A defesa ainda não consegue determinar o prognóstico de Pike, indicando que pode levar alguns dias para uma avaliação mais precisa das consequências do procedimento. Durante a execução, que deveria ocorrer na Penitenciária de Segurança Máxima Riverbend, foram administradas duas doses de pentobarbital, mas Pike continuou respirando, com testemunhas relatando que era possível ouvi-la após a segunda dose.
Como o protocolo estadual não previa procedimentos adicionais, a execução foi interrompida e Pike foi levada a um hospital. O Departamento Correcional do Tennessee afirmou que todas as etapas do protocolo legal foram cumpridas.
Documentos da defesa revelaram que Pike chegou ao hospital com os braços inchados, queimados e cobertos por bolhas, sugerindo que parte do pentobarbital pode ter escapado das veias. A defesa já havia alertado sobre as dificuldades para estabelecer acessos intravenosos, devido a veias pequenas e uma condição sanguínea chamada trombocitose.
Os advogados solicitaram à Justiça a preservação de todas as provas relacionadas ao procedimento, argumentando que as circunstâncias podem configurar uma violação da proibição constitucional contra punições cruéis e incomuns. Em resposta, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente e suspendeu as execuções no estado até 2026.
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, em 1995, e se tornou a única mulher no corredor da morte do Tennessee. Caso a execução tivesse sido concluída, ela teria sido a primeira mulher a ser executada no estado em mais de 200 anos. Seus advogados tentaram converter a pena em prisão perpétua, mas o pedido foi negado pelo governador.
Com Pike ainda hospitalizada e sem consciência, não está claro se o Tennessee tentará uma nova execução e em quais condições, enquanto o governo se concentra na investigação das falhas ocorridas.
Fonte: Noticiasaominuto