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Parlamentares dos EUA criticam interferência de Trump nas eleições brasileiras

Uma carta de 31 parlamentares democratas dos EUA ao secretário de Estado critica ações do governo Trump que, segundo eles, ameaçam a democracia no Brasil. Eles pedem respeito ao processo eleitoral e relações normais c...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Um grupo de 31 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, expressando preocupação com a interferência do governo de Donald Trump nas eleições do Brasil. Os legisladores, todos do partido democrata, afirmam que tais ações podem comprometer a aliança estratégica entre os dois países e enfraquecer a democracia brasileira, especialmente com as eleições presidenciais marcadas para outubro de 2026.

Na correspondência, os democratas alegam que o governo Trump está adotando medidas para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, alinhado à extrema direita e ao ex-presidente. Entre as ações mencionadas estão a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a indicação de Darren Beattie como assessor sênior para assuntos relacionados ao Brasil, descrito como um extremista de direita.

Os parlamentares contrastaram essa postura com a administração de Joe Biden, que, segundo eles, apoiou o sistema eleitoral brasileiro e reconheceu os resultados das eleições de 2022. Eles afirmam que a atual administração dos EUA está agindo como um agente de desestabilização, o que pode minar a confiança nas instituições democráticas do Brasil.

A carta também menciona um padrão preocupante de interferência da administração Trump em processos eleitorais na América Latina, citando exemplos recentes na Colômbia, Honduras e Argentina. Os parlamentares pedem explicações sobre várias ações do governo dos EUA, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

Além disso, eles solicitam que o governo dos EUA respeite o processo eleitoral brasileiro e mantenha relações diplomáticas normais com o candidato eleito. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na Assembleia Geral da ONU, também abordou a questão da soberania e a influência externa em processos políticos na América Latina.

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