Cerca de 1,97 milhão de eleitoras e eleitores com deficiência estão aptos a votar nas eleições de outubro, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse número representa um crescimento de 42% em relação às eleições gerais de 2022, quando 1,38 milhão de pessoas com deficiência estavam inscritas para votar.
Entre esse eleitorado, 319.489 pessoas declararam ter deficiência visual, um aumento de aproximadamente 49% em comparação aos 214.088 registrados em 2022. Para acompanhar esse crescimento, a Justiça Eleitoral ampliou o número de seções eleitorais acessíveis, passando de 156.296 em 2022 para 220.577 neste ano, uma alta de cerca de 41%.
A aposentada Regina Célia Santos, que possui deficiência visual, destaca a importância do voto. Mesmo após perder a visão há 14 anos, ela considera o ato de votar um compromisso cívico.
A obrigação do brasileiro é exercer essa cidadania. Eu sempre alerto a todos que devem votar. Se a gente quer um país melhor, temos que tentar mudar as cadeiras
, afirma Regina.
Para garantir maior autonomia, a urna eletrônica disponibiliza um sistema de áudio para eleitoras e eleitores com deficiência visual, que pode ser utilizado com fones de ouvido descartáveis fornecidos pela Justiça Eleitoral. Além disso, as urnas possuem identificação tátil na tecla 5 e teclado numérico com Braille.
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, explica que o recurso de áudio é habilitado automaticamente para quem já está cadastrado. Caso contrário, basta informar ao mesário para que o áudio seja ativado.
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm prioridade para votar, podendo ser acompanhadas por uma pessoa de confiança, mesmo que não tenham solicitado previamente. A Justiça Eleitoral também permite o uso de cão-guia nas seções eleitorais.
Essas iniciativas visam assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seu direito ao voto com mais autonomia e segurança.
Fonte: Paraibaonline