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Coalizão internacional classifica PCC e Comando Vermelho como narcoterroristas

Uma coalizão liderada pelos EUA e 14 países das Américas anunciou a inclusão do PCC e do Comando Vermelho em uma lista de grupos narcoterroristas, aumentando a pressão sobre o Brasil.
Foto: Polêmica Paraíba

Uma ação conjunta entre os Estados Unidos e 14 países das Américas resultou na classificação de 24 organizações como grupos "narcoterroristas". Entre elas, destacam-se o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas facções criminosas brasileiras. O Brasil, no entanto, não faz parte da coalizão.

A decisão foi divulgada após uma reunião em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e representantes dos países envolvidos na iniciativa.

Além do PCC e do Comando Vermelho, a lista inclui grupos como Mara Salvatrucha (MS-13), Tren de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), Clan del Golfo, ELN, Sendero Luminoso e dissidentes das FARC.

Na declaração conjunta, os países participantes afirmaram que pretendem implementar, de acordo com suas legislações, medidas como congelamento de ativos, restrições de imigração e responsabilização criminal de indivíduos que ofereçam apoio material ou logístico às organizações mencionadas.

Os governos também expressaram a intenção de solicitar ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma reunião para discutir a criação de um Órgão de Consulta, visando facilitar ações coletivas contra os grupos listados.

A inclusão do PCC e do Comando Vermelho intensifica a pressão internacional sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não participa da coalizão e adota uma postura distinta em relação à classificação das facções como organizações terroristas.

Além das questões de segurança, a declaração também aborda a intenção de ampliar a cooperação econômica, avaliar mecanismos de análise de investimentos e proteger cadeias de fornecimento de minerais críticos. O documento prevê ainda colaboração em infraestrutura digital, sanções, ações financeiras, compartilhamento de inteligência e treinamento.

A declaração foi assinada por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

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