Em um discurso na sede das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua oposição às iniciativas globais de regulação da Inteligência Artificial (IA). Ele afirmou que os EUA rejeitam qualquer tentativa de estabelecer um esquema globalista para controlar a tecnologia.
Trump destacou que a China e os EUA estão em lados opostos em relação à governança da IA. Enquanto a proposta americana busca um sistema com 'parceiros confiáveis', a iniciativa chinesa convoca todas as nações a participarem da governança por meio de códigos abertos.
O especialista em governança de IA, Ettore Arpini, comentou que a posição de Trump contrasta com esforços de outros países para formar uma aliança que promova um modelo de governança e regulamentações internacionais para a IA.
Trump ainda afirmou que os EUA não limitarão o avanço da IA, argumentando que quem dominar a tecnologia será o 'vencedor' da nova revolução tecnológica. Ele enfatizou que o país está à frente da China e que pretende manter essa vantagem.
Recentemente, líderes da indústria de IA nos EUA pediram uma desaceleração no desenvolvimento de modelos avançados, citando preocupações sobre a velocidade de evolução em relação aos mecanismos de controle e segurança. Economistas também alertaram sobre uma possível 'bolha' no setor.
No discurso, Trump anunciou que a tecnologia passará a ser chamada de 'superinteligência', justificando que o termo 'artificial' faz a inteligência parecer falsa. Arpini, no entanto, alertou que essa mudança de nomenclatura pode confundir mais do que ajudar.
Críticos da IA, como o cientista brasileiro Miguel Nicolelis, argumentam que o termo 'inteligência' é uma metáfora que sugere capacidades humanas que os sistemas realmente não possuem, servindo como uma estratégia de marketing para as empresas de tecnologia.
Fonte: Noticiasaominuto