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Acordo EUA-Dinamarca sobre Groenlândia é celebrado por Trump

Os Estados Unidos firmaram um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia sobre o futuro do território ártico, celebrado por Trump, embora a ilha não tenha sido adquirida.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Os Estados Unidos assinaram um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia, relacionado ao futuro do território ártico, que foi celebrado por Donald Trump. O presidente americano, no entanto, não conseguiu concretizar o desejo de adquirir a ilha.

Antes do evento, que ocorreu após o discurso de Trump na Assembleia-Geral da ONU, ele mencionou que os groenlandeses haviam solicitado proteção, que seria garantida por meio da criação de duas novas bases militares na ilha.

Atualmente, os EUA mantêm a Base Espacial de Pituffik no norte da Groenlândia e agora planejam trabalhar em duas áreas que foram utilizadas durante a Guerra Fria: o aeródromo de Narsarsuaq e Mestersvig, onde a Dinamarca mantém uma força permanente.

O acordo, anunciado anteriormente, permite que os EUA estabeleçam áreas adicionais de defesa e reforcem suas operações. As condições são semelhantes às do acordo de 1951, que permitiu a presença de bases americanas na ilha durante a Guerra Fria.

O acordo também proíbe a presença militar de países que não sejam membros da Otan, visando afastar a influência russa e chinesa na região. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, destacou a reafirmação da soberania dinamarquesa e o direito à autodeterminação do povo groenlandês.

Trump celebrou o que considera uma vitória estratégica, embora o acordo represente menos do que ele havia inicialmente proposto. O premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, também comemorou o acordo, enfatizando a importância da Otan para a segurança na região.

A crise sobre a Groenlândia começou antes da posse de Trump em janeiro de 2025, quando ele expressou interesse em controlar a ilha, uma ideia que já havia sido levantada em 2019. Suas tentativas de aquisição incluíram propostas de compra e sugestões de tomada militar.

O Ártico tem se tornado um foco de disputa entre Rússia e Otan, com a Groenlândia sendo um território de interesse estratégico para os EUA. Historicamente, a ilha foi considerada para compra no final do século 19 e durante a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA ocuparam o local para evitar a presença nazista.

O Kremlin comentou que os termos do acordo são de interesse apenas para os participantes, distanciando-se de preocupações anteriores sobre a movimentação militar. A Dinamarca, como membro da Otan, facilitou as negociações, que culminaram no acordo atual.

Além da presença militar, Trump também demonstra interesse nos recursos minerais da Groenlândia, que possui grandes jazidas de terras raras, petróleo e outros minerais. O derretimento do gelo na região, causado pela mudança climática, pode facilitar a exploração desses recursos.

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