Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso contundente, criticando a atual estrutura de governança global. Ele expressou sua indignação com a perda de credibilidade da ONU e a ineficácia da instituição em lidar com conflitos armados.
Lula afirmou que
sua credibilidade nunca esteve tão baixa
e que a capacidade da ONU de proteger os vulneráveis é insuficiente. Ele destacou que o mundo está refém do imobilismo do Conselho de Segurança, que não cumpre seu papel.
O presidente abordou a gravidade do cenário geopolítico, enfatizando a necessidade de coragem e vontade política para priorizar o multilateralismo e a democracia, em oposição ao extremismo e ao unilateralismo.
Ao discutir os conflitos no Oriente Médio, Lula denunciou o trauma enfrentado pelos palestinos devido às ações israelenses na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo em que condenou os atos do Hamas. Ele defendeu a atuação do Tribunal Penal Internacional e ressaltou que a diplomacia é a única solução viável para a paz, mencionando a iniciativa conjunta entre Brasil e China no "Grupo de Amigos da Paz".
Lula também reafirmou a independência do Brasil nas relações internacionais, afirmando que "o Brasil não cabe no quintal de ninguém". Ele abordou a segurança pública e a defesa da soberania nacional, rejeitando ingerências externas na proteção das fronteiras e águas brasileiras.
O presidente destacou a necessidade de cooperação para combater o crime organizado, mencionando uma proposta apresentada ao governo dos Estados Unidos para combater a lavagem de dinheiro. Ele citou avanços no combate às organizações criminosas, como a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia e a aprovação de novas legislações contra o crime e a corrupção.
Fonte: Diariodosertao