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Lula critica ingerência externa em discurso na ONU

Durante a reunião da ONU, Lula criticou guerras, a fome e a violência contra mulheres, destacando a soberania do Brasil e a importância da democracia em seu discurso.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Na abertura da reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Lula fez um discurso contundente, abordando temas como guerras, fome e violência contra as mulheres. Ele criticou as grandes potências econômicas e a ingerência externa em processos eleitorais, referindo-se ao governo de Donald Trump.

Lula afirmou:

Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais

e destacou que "diferências ideológicas não devem ser obstáculo para integração entre vizinhos". Ele alertou que a democracia está em risco e declarou: "O Brasil não cabe no quintal de ninguém".

O presidente também se referiu às eleições de 4 de outubro, nas quais busca a reeleição, e garantiu que o pleito será transparente e competitivo, com ampla liberdade de expressão. Ele fez uma crítica indireta à família Bolsonaro, afirmando que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros.

Lula enfatizou a vigilância da cidadania e da imprensa livre, afirmando que não permitirá que inimigos da democracia atentem contra a vontade popular. Ele reafirmou que

a democracia brasileira pertence aos brasileiros

.

O presidente também abordou o crime organizado, afirmando que o Brasil está preparado para enfrentá-lo, mas não irá terceirizar a responsabilidade pela defesa de suas fronteiras. Ele criticou a atenção dos EUA a magnatas brasileiros envolvidos em lavagem de dinheiro.

Defendendo o sistema de pagamento PIX, Lula respondeu às críticas da gestão Trump, que considera o sistema prejudicial aos EUA. Ele também pediu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU e destacou a necessidade de combater a fome e a pobreza.

Lula concluiu seu discurso pedindo mais políticas para garantir segurança às mulheres e fortalecer o combate à violência de gênero, ressaltando a importância de escolhas entre multilateralismo e unilateralismo, democracia e extremismo.

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