O presidente Lula voltou a se referir ao presidente americano, Donald Trump, como 'imperador' e destacou que, se não houver progresso nas negociações sobre tarifas, o Brasil poderá aplicar a Lei da Reciprocidade. A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa de Christiane Amanpour, da CNN.
Lula expressou descontentamento com os ataques à soberania nacional, afirmando que Trump 'tem o direito de governar os Estados Unidos, mas não o direito de governar outros países'. Ele enfatizou a necessidade de respeito mútuo nas relações internacionais.
O presidente brasileiro também comentou sobre a situação na Venezuela, criticando a intervenção dos EUA e afirmando que a soberania do país foi comprometida. Lula destacou que essa situação não beneficia nem a Venezuela nem a democracia.
Em relação às tarifas impostas pelos EUA, Lula afirmou que buscará novos parceiros comerciais e criticou a postura de Trump, que, segundo ele, age como um 'imperador'. Ele ressaltou que, enquanto as negociações estão em andamento, a aplicação da Lei da Reciprocidade será considerada se não houver acordo.
O Brasil enfrentou tarifas adicionais dos EUA em julho, com uma taxa de 25% e outra de 12,5%, totalizando 37,5% em certos produtos. Lula contestou a justificativa americana, afirmando que as tarifas são baseadas em informações incorretas.
Durante a entrevista, Lula também falou sobre a iniciativa P4M, que busca fortalecer alianças internacionais em um contexto de crise no comércio e na ONU. Ele defendeu o multilateralismo como essencial para a harmonia global.
Às vésperas de seu discurso na ONU, Lula abordou temas relevantes para sua campanha eleitoral, enfatizando a importância de políticas sociais e a luta pela democracia no Brasil. Ele se reuniu com o prefeito de Nova York e o presidente do Uruguai, destacando seu papel como líder regional.
Fonte: Noticiasaominuto