O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) está avaliando mudanças para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir de 2028, incluindo uma nova abordagem para a redação. A proposta sugere que a redação seja dividida em seções por área do conhecimento, totalizando 50 linhas de texto, em vez do atual formato dissertativo-argumentativo de 30 linhas.
A intenção é ampliar a avaliação do raciocínio dos estudantes, que atualmente se limita a um único tema. O Inep, ao ser questionado, afirmou que ainda não há uma decisão final sobre a implementação do novo modelo, mas que uma proposta preliminar está em discussão e deve ser concluída até o final do ano.
O órgão está em diálogo com especialistas e com o MEC (Ministério da Educação) para garantir que, em 2028, o Enem esteja alinhado à Base Nacional Curricular e à Política Nacional do Ensino Médio. Essa proposta surge após o governo Lula (PT) ter anunciado mudanças nas funções do Enem, que agora também será utilizado para avaliar o aprendizado dos estudantes ao final do ensino médio, em conjunto com o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).
Além disso, o exame continuará a ser um critério para ingresso no ensino superior, através de programas como Sisu e Prouni, além do Fies. A mudança visa utilizar os resultados do Enem para diagnosticar a educação básica e monitorar desigualdades e metas educacionais.
Na última edição do Enem, em 2025, estudantes e professores relataram uma percepção de notas mais baixas na redação. O Inep negou ter alterado os critérios de correção, atribuindo essa percepção ao uso crescente de modelos prontos e repertórios memorizados, que podem ser penalizados se não se relacionarem adequadamente com o tema.
Fonte: Noticiasaominuto