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Ulf Kristersson renuncia após derrota nas eleições suecas

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, anunciou sua renúncia após a vitória da centro-esquerda nas eleições parlamentares. A líder social-democrata, Magdalena Andersson, pode retornar ao cargo.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, decidiu renunciar após a derrota nas eleições parlamentares, conforme a contagem final dos votos foi divulgada. Os partidos de centro-esquerda conquistaram 176 cadeiras no Parlamento, enquanto o bloco de direita de Kristersson obteve 173.

Em uma carta publicada na rede social X, Kristersson afirmou:

Agora caberá ao líder do Parlamento conduzir a próxima etapa do caminho para a formação de um novo governo. Por meio desta, solicito ser dispensado do cargo de primeiro-ministro para que esse trabalho possa começar imediatamente.

A vitória da centro-esquerda abre caminho para a possível volta de Magdalena Andersson ao cargo de primeira-ministra, após quatro anos na oposição. Andersson declarou que o povo sueco escolheu uma nova direção, enfatizando a necessidade de coesão e progresso para o país.

As eleições também trouxeram uma surpresa com a queda do partido de extrema direita, os Democratas da Suécia, que perdeu apoio pela primeira vez em 16 anos. A contagem dos votos foi concluída, mas a certificação formal ainda está pendente.

A líder social-democrata, conhecida por seu estilo direto e tecnocrático, enfrenta o desafio de unir as diferentes facções da centro-esquerda, especialmente entre o Partido de Esquerda e o Partido de Centro, que têm visões divergentes sobre a formação do novo governo.

As negociações para a formação do governo podem se estender por semanas. Se Andersson não conseguir formar uma maioria, o bloco de direita poderá tentar novamente. O novo primeiro-ministro não será nomeado antes de 29 de setembro.

Durante a campanha, o bloco de direita focou em políticas de combate à criminalidade e imigração, mas não conseguiu o mesmo apoio popular que em eleições anteriores. A centro-esquerda, por sua vez, propôs aumentar impostos sobre bancos e rendas altas para investir em saúde e educação.

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