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Gilmar Mendes aponta acordo prévio entre Fux e Mendonça em sessão do STF

Gilmar Mendes criticou Luiz Fux por conduzir sessão da Segunda Turma do STF com um acordo prévio com André Mendonça, sem informar os demais ministros. O decano destacou a rapidez do julgamento que afastou diretores da...
Foto: Reprodução / Gilmar Mendes Carlos Moura / SCO / STF

O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, expressou críticas à atuação do ministro Luiz Fux durante uma sessão extraordinária da Segunda Turma. Mendes alegou ter identificado um acordo prévio entre Fux e o ministro André Mendonça, que não foi comunicado aos demais integrantes do colegiado.

Essas observações foram registradas em um ofício enviado por Gilmar a Fux no dia 11, que foi tornado público na quinta-feira (17). No documento, o decano argumenta que o entendimento entre os dois ministros já existia antes do processo ser incluído na pauta.

Gilmar Mendes destacou a rapidez com que o caso foi tratado, mencionando que a decisão de Mendonça, que afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada, foi registrada no sistema do STF às 8h43 do dia 8 de setembro, enquanto o processo foi pautado para análise apenas 46 minutos depois.

O gabinete de Gilmar recebeu a convocação oficial para a sessão às 9h38, apenas 22 minutos antes do início. Às 10h, o decano pediu vista dos autos, e logo em seguida, Fux e Nunes Marques anteciparam seus votos.

Gilmar enfatizou a gravidade da decisão, que afastou os diretores da Polícia Federal, e criticou a falta de tempo para que todos os membros do colegiado pudessem refletir adequadamente sobre os fatos. Ele considerou a situação uma falha na presidência dos trabalhos, atribuindo a responsabilidade a Fux.

O decano afirmou que as circunstâncias evidenciam uma condução inadequada dos trabalhos, que não respeita os princípios de colegialidade e lealdade institucional entre juízes.

As tensões entre os ministros também se manifestaram em outras ocasiões. Na sessão de terça-feira (15), Gilmar confrontou Mendonça ao defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, cujas conversas foram divulgadas.

Gilmar Mendes publicou uma manifestação em defesa de Gonet, destacando sua reputação ilibada e a injustiça de manchar sua honra. Ele criticou Mendonça por um vídeo em que o relator agradecia apoio popular, insinuando que isso demonstrava uma intenção de capitalizar politicamente sobre a situação.

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