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Cabeleireira é acusada de tentar contratar assassino pelo Tinder

Uma cabeleireira de Nova Jersey enfrenta acusações de tentar contratar um assassino de aluguel pelo Tinder para matar seu ex-namorado e a filha dele. A audiência está marcada para esta segunda-feira na Justiça Federal.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Uma cabeleireira de Nova Jersey, identificada como Jaclyn D. Diiorio, está sob custódia federal após ser acusada de tentar contratar um assassino de aluguel pelo aplicativo Tinder. Ela tem uma audiência marcada para esta segunda-feira na Justiça Federal dos Estados Unidos, onde deverá se declarar inocente das acusações.

Diiorio, de 28 anos, foi indiciada por duas acusações relacionadas ao uso de meios de comunicação interestaduais para um esquema de assassinato mediante pagamento. Se condenada, pode enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão.

O caso começou em março de 2025, quando Jaclyn conheceu um homem pelo Tinder, acreditando que ele poderia ajudá-la a executar seu plano. No entanto, o homem era um informante das autoridades. Durante as conversas, ela expressou o desejo de matar seu ex-namorado, um policial de 53 anos, e sua filha de 19 anos.

Documentos judiciais indicam que Jaclyn ofereceu cerca de US$ 12 mil pelos assassinatos e entregou US$ 500 ao suposto matador como pagamento inicial. O relacionamento dela com o ex-namorado terminou em março de 2025, pouco antes das conversas que levaram à investigação.

A Promotoria alega que a negociação pelo Tinder não foi a primeira tentativa de Jaclyn de encontrar alguém para cometer os assassinatos. Investigadores afirmaram que ela mencionou ter procurado outras pessoas anteriormente e até apresentou imagens falsas para acreditar que uma execução já havia ocorrido.

As autoridades começaram a monitorar a negociação após o informante relatar o caso à polícia. Em abril de 2025, Jaclyn se encontrou com ele e entregou o dinheiro, resultando em sua prisão pouco depois. Inicialmente, ela enfrentou acusações na Justiça de Nova Jersey, mas o caso foi transferido para a esfera federal.

A defesa contesta as alegações da Promotoria, argumentando que a investigação foi provocada pelo informante, que colaborava com as autoridades em troca de dinheiro. A defesa também alegou que Jaclyn foi induzida a cometer o crime, um conceito conhecido como entrapment na legislação americana.

Jaclyn fez sua primeira apresentação no processo federal em 9 de setembro e permanece presa até a audiência. As acusações ainda não foram julgadas, e ela é considerada inocente até que uma condenação seja estabelecida.

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