Na noite de sábado, o Corpo de Bombeiros localizou mais uma vítima sob os escombros de um prédio que desabou na Penha, zona leste de São Paulo. Com isso, o total de mortos chega a três.
O corpo de um homem foi retirado dos entulhos por volta das 23h, após mais de 21 horas de operação. Anteriormente, duas mulheres, uma delas grávida, já haviam sido encontradas sem vida. Um homem e uma menina de 7 anos foram resgatados com vida.
O prédio de 11 andares desabou por volta das 2h, atingindo uma casa vizinha onde moravam nove pessoas. O coronel Diógenes Lucca, porta-voz do Corpo de Bombeiros, informou que a busca por outras três pessoas desaparecidas continuará sem previsão de término.
Lucca destacou que, embora a possibilidade de encontrar sobreviventes diminua com o tempo, a equipe está comprometida em salvar vidas. A operação conta com 59 bombeiros e 20 viaturas, além da Defesa Civil e agentes da Prefeitura.
Herbert Chino Choque, que morava na casa destruída, não estava presente durante o desmoronamento. O imóvel também abrigava uma oficina de costura onde ele e sua família trabalhavam.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a obra do prédio era irregular, tendo sido iniciada em 2019 sem alvará. Apesar de interdições e multas, a construção prosseguiu, levando a Procuradoria Geral do Município a solicitar a suspensão dos trabalhos em 2021.
Em 2022, um novo projeto foi apresentado e um alvará foi emitido em 2023, determinando a demolição da estrutura existente. No entanto, uma vistoria em 2024 indicou que a demolição não havia sido realizada.
A servidora responsável pela vistoria foi afastada por 30 dias para não interferir na investigação interna. A Polícia Civil também está apurando as irregularidades relacionadas à construtora.
A New Home Construtora, em nota, afirmou que está realizando uma apuração interna e lamentou o ocorrido, oferecendo apoio às famílias afetadas. A Defesa Civil investiga se as chuvas intensas contribuíram para o desabamento.
Fonte: Noticiasaominuto