Uma mãe compartilhou a dor de perder seu filho, que foi desenterrado, queimado e decapitado no cemitério de Cruz das Armas. O jovem, de 22 anos, foi assassinado na Cozinha Comunitária do Taipa, após ser perseguido por rivais. O crime ocorreu na quinta-feira (10) e, no sábado (12), após o enterro, um grupo profanou seu túmulo, realizando atos de extrema violência. A mãe questionou a segurança do cemitério, afirmando:
Meu filho já estava morto, enterrado, então vieram e fizeram isso com ele.
Além da tragédia, a mulher revelou que sua família foi expulsa do conjunto Gervásio Maia, onde residia há 17 anos. A expulsão ocorreu após um de seus filhos ser rotulado como traidor por uma facção. A mãe, que cuida de um pai acamado, relatou que recebeu um ultimato de uma hora e meia para deixar a casa.
Deram uma hora e meia para a gente sair de casa. Eu saí com minha mãe e meu pai
, contou.
Após a expulsão, os filhos da mulher tentaram retornar ao local e se envolveram em uma troca de tiros, resultando na prisão deles. A mulher lamentou a destruição de sua casa e a situação de outras famílias que enfrentam a mesma realidade no Gervásio Maia.
Dentro do Gervásio Maia existem várias casas que as famílias não podem voltar pra lá de jeito nenhum — afirmou.
Em um desabafo, a mãe expressou sua dor e indignação, ressaltando que as famílias não devem ser responsabilizadas pelos erros de seus filhos.
Sofro. Sou mãe. A gente que é família, que é mãe não pode estar pagando por erro de filho, por erro que a gente não fez — concluiu.
Fonte: Clickpb